A viagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) à Rússia e à Hungria custou aos cofres públicos US$ 396,7 mil, o equivalente a R$ 2,1 milhões. As informações foram obtidas pelo Metrópoles via Lei de Acesso à Informação (LAI).
A viagem contou com pelo menos 70 pessoas e foi realizada entre 14 e 18 de fevereiro. Isso uma semana anterior ao início do conflito entre Rússia e Ucrânia.
Os gastos podem ser ainda maiores, uma vez que não foram informados os custos com combustível de aviões da Forca Aérea Brasileira (FAB) e de hospedagem, por exemplo. O foco da visita foi a relação comercial, econômica e de defesa e soberania dos três países.
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Despesas com hospedagem durante viagem são “reservadas”
No caso dos gastos de hospedagem, a Divisão de Pagamentos do Ministério das Relações Exteriores já havia informado para o UOL que as despesas destinadas “a pagamento de hospedagem, em ambas as cidades” não poderiam ser divulgadas.
Segundo os servidores do Itamaraty, o “expedientes de autorização dessas despesas foram classificados como reservados e se tornaram objeto de Termo de Classificação de Informação”.
Após a viagem, o Itamaraty chegou a emitir uma nota, pedindo a “suspensão imediata das hostilidades” e o “início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão”.
Leia a nota na íntegra:
O Governo brasileiro acompanha com grave preocupação a deflagração de operações militares pela Federação da Rússia contra alvos no território da Ucrânia.
O Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil.
Como membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Brasil permanece engajado nas discussões multilaterais com vistas a uma solução pacífica, em linha com a tradição diplomática brasileira e na defesa de soluções orientadas pela Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional, sobretudo os princípios da não intervenção, da soberania e integridade territorial dos Estados e da solução pacífica das controvérsias.