VÍDEO – “Israel está matando inocentes sem nenhum critério”, diz Lula

Atualizado em 13 de novembro de 2023 às 14:19
Lula (PT), presidente do Brasil. Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou sua indignação pela forma que Israel está conduzindo o conflito no Oriente Médio, comparando o governo sionista aos atos do Hamas. “Estão matando inocentes sem nenhum critério. Jogar bomba onde tem criança, onde tem hospital a pretexto de que um terrorista está lá não tem explicação”, disse, em pronunciamento nesta segunda-feira (13).

“A quantidade de mulheres e de crianças que já morreram, e a quantidade de crianças desaparecidas, a gente não tem conhecimento em outra guerra. Nessa guerra, sabe, depois do ato provocado, e eu digo, ato de terrorismo do Hamas, que provocou um ato, as consequências e a solução do Estado de Israel é tão grave quanto foi do Hamas”, afirmou o presidente.

Por fim, ele propôs “salvar as mulheres e crianças” para depois deixar fazerem “a briga com quem quiser fazer”. Dos 36 hospitais na Faixa de Gaza, 20 estão inoperantes, segundo uma agência das Nações Unidas.

O hospital Al Shifa, com a maior capacidade de atendimento na região, está privado de combustível desde sábado (11), e relatou a morte de três bebês prematuros e quatro pacientes, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, embora a informação não tenha sido verificada independentemente.

Israel confirma combates ao redor do Al Shifa, alegando que o Hamas utiliza o hospital como centro de comando, acusando-os de usar pacientes e médicos como escudos humanos. O diretor do hospital e o ministério do Hamas negam tal alegação.

Um porta-voz do Al Shifa destaca a urgência de material, combustível e garantias de passagem segura para retirar 600 pacientes imediatamente. A OMS alerta que 36 bebês em cuidados intensivos correm risco de morte. Israel afirma estar ajudando a remover os recém-nascidos, divulgando imagens de soldados entregando combustível para as incubadoras.

Com Israel cortando o fornecimento de combustível desde os ataques terroristas de 7 de outubro, acusações são feitas ao Hamas de armazenar diesel e não repassá-lo aos hospitais. A situação é caótica, com médicos atendendo pacientes à luz de lanternas de celulares em alguns hospitais. A comunidade internacional observa com crescente preocupação a escalada desta crise humanitária em Gaza.

No entanto, há dificuldades de levantamento sobre a quantidade oficial de mortes entre os palestinos. Até a semana passada, a estimativa era de 10 mil, porém, Bárbara Laef, secretária assistente de Estado para Assuntos do Oriente Próximo, falou em um painel da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, que o número de mortes de palestinos é provavelmente muito maior do que o estipulado pelo ministério da saúde na Faixa de Gaza.

“Neste período de conflito e condições de guerra, é muito difícil para qualquer um de nós avaliar qual é a taxa de baixas”, disse ela durante uma audiência de quarta-feira do Comitê de Relações Exteriores da Câmara. “Achamos que eles são muito altos, francamente, e pode ser que eles sejam ainda mais altos do que estão sendo citados”, afirmou.

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