O senador Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou, durante o programa DCM Ao Meio-Dia desta segunda-feira (20), que Bolsonaro transformou o Brasil em um vexame internacional em diversas áreas. Para exemplificar esses vexames, o parlamentar sergipano mencionou o caso de um diplomata da delegação de Bolsonaro em Nova York, que testou positivo para Covid-19 no último sábado (18).
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“É lamentável e é mais um vexame que o Brasil vai ter que enfrentar, sem contar o vexame do ecocídio, que a gente tem praticado, quando eu falo a gente, eu falo o Brasil sobre o comando do Bolsonaro e seus apoiadores, sem contar o genocídio que foi a condução do Bolsonaro na pandemia, o que tem sido a volta do trabalho escravo, da fome, o desemprego no Brasil, da paralisia econômica, da entrega do nosso patrimônio, da subserviência como prática diplomática que o Brasil nesses últimos anos em relação aos Estados Unidos”, explicou.
Bolsonaro está em Nova Iorque para participar da 76ª Assembleia Geral da ONU. Por se negado a se vacinar, que é um requisito obrigatório para o ingresso de pessoas em diversos estabelecimentos da cidade norte-americana, Bolsonaro tem sido alvo de críticas de diversas autoridades e dos principais jornais dos Estados Unidos.
Para o senador Rogério, com Bolsonaro o Brasil deixou de ser uma potência e, em algumas áreas, está regredindo a um período de até 30 anos atrás.
“O que nós estamos vendo é um país que deixou de ser uma potência ecológica, uma potência econômica, uma potência que ganhava prêmios por combate ao trabalho escravo, que acabou com a fome, que criou uma classe média do tamanho da Argentina, ou seja, tudo isso está ficando como algo restrito a um período da história e nós estamos voltando a um período de 25 anos atrás, em alguns casos, nós estamos voltando a um período de 30 anos atrás, quando se trata das questões do estado democrático de direito, da defesa da democracias, nós estamos em uma situação muito complicada”, pontuou.
CPI DA PANDEMIA
Sobre o andamento da CPI da Pandemia, o senador petista avaliou que a Comissão chegou ao seu ponto máximo, que é o de apresentar os responsáveis pela condução da pandemia no país, apontar os crimes cometidos. De acordo com ele, Bolsonaro, os membros do chamado gabinete paralelo e os principais auxiliares do presidente cometeram atos graves, como o crime contra a vida.
“A CPI entra no momento mais importante que é a apresentação para a sociedade de quem tem responsabilidades com as mortes e quem tem responsabilidade com atos que são suspeitos de corrupção e em que crime essas pessoas podem ser enquadradas”, argumentou.
O senador Rogério voltou a defender que CPI cumpriu um papel fundamental de apontar a forma como Bolsonaro atuou de forma intencional para expandir a doença no país.
“Ele (Bolsonaro) promoveu a expansão da pandemia no Brasil e, além disso, criou o efeito Bolsonaro nas pessoas, ou seja, para não se vacinar e não se proteger, e pior, quando foi adquirir vacinas e insumos, tem suspeitas graves de cometimento de atos de corrupção, de improbidade, vários crimes que também estão na mira da CPI”, afirmou.