O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, disse hoje (16) que funcionários da Anvisa receberam 458 ameaças desde a aprovação da vacinação contra a Covid-19 para crianças.
Barra Torres afirmou, em audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado, que os ataques causam sensação de “insegurança e tensão desnecessárias”.
“Esse outro que se somou agora, que é a preocupação com a própria segurança, é totalmente descabido e desnecessário, mas, infelizmente, ele está lá. Esse ambiente é um ambiente de insegurança”, disse o presidente do órgão regulador.
Barra Torres foi chamado ao Senado para falar sobre a vacinação infantil e também sobre o documento do Ministério da Saúde que defendia uso de hidroxicloroquina e que vacinas não funcionam contra a mesma doença. O presidente da agência disse que a Anvisa não teve participação da elaboração do documento e que o órgão não concorda com os argumentos.
Ele afirmou ainda que causa “perplexidade” e “preocupação” cogitar o uso de medicamentos fora das indicações da bula, no caso da hidroxicloroquina, como política pública contra a Covid-19.
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Ameaças aumentaram após Bolsonaro afirmar que iria expor técnicos
Após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que iria expor os nomes dos técnicos do órgão que aprovaram o uso de doses da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos, as ameaças se tornaram mais frequentes.
A Anvisa tem mantido informados a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as ameaças. Barra Torres reconhece que as falas de Bolsonaro coincidem com o aumento das ameaças à agência. O número de ataques citado por ele foi totalizado até o dia 14 de fevereiro.
Depois da Maria do BBB 22, quem deveria ser o próximo expulso?
— DCM ONLINE (@DCM_online) February 15, 2022
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