O governo de Jair Bolsonaro (PL) acaba de lançar um plano, em fase de consulta pública, para permitir que empresas privadas explorarem 24 florestas públicas. A concessão para “manejo florestal sustentável” entraria em vigor em 2023, conforme informações da revista Veja.
Entre as 24 florestas públicas sujeitas à concessão, estão 18 Florestas Nacionais (Flonas) e seis porções de glebas não destinadas, localizadas nos estados do Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Roraima, São Paulo, Santa Catarina e Paraná.
“As florestas públicas listadas no Plano Anual de Outorga Florestal somam 4,89 milhões de hectares, com área passível de manejo estimada em 4,15 milhões de hectares e produção estimada de até 2,9 milhões de metros cúbicos de madeira por ano”, afirma o governo.
Nos três primeiros meses de 2022, a Amazônia perdeu 687 quilômetros quadrados de vegetação, segundo dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). É o segundo maior acumulado para o período dos últimos 15 anos.
Em 2021, o desmatamento na Amazônia cresceu 29% e foi o maior da década, segundo dados do Imazon. Foram destruídos 10.362 km² de mata nativa de janeiro a dezembro, o que é equivalente à metade do estado de Sergipe.
Em 2020, foram destruídos 8.096 km ² de floresta, tendo um aumento de 29% em 2021. Quase metade da mata destruída ocorreu em florestas públicas federais.
Após o cruzamento de dados das áreas desmatadas com o banco de dados do Cadastro Nacional de Florestas Públicas do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), 4.915 km² foram devastados dentro de territórios federais, o que corresponde a 47% de todo o desmatamento registrado na Amazônia no ano passado.
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