O governo Lula e parlamentares do PT e do PSOL temem que João Pedro Stédile, líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) seja preso durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga o movimento. Ele não poderá ficar em silêncio durante a oitiva, já que preferiu participar de sessão do colegiado sem habeas corpus. A informação é do Estadão.
Parlamentares governistas fizeram um plano junto de Stédile nesta segunda (14), propondo que ele apresente um contraponto ideológico e mostre que “não deve nada”. A ideia é que ele dialogue de maneira didática com o público que acompanha a sessão.
O líder do MST disse estar “preparado” para a oitiva, mas a participação de José Rainha no colegiado despertou preocupação, já que ele foi ameaçado de prisão por Ricardo Salles, o relator, por suposto falso testemunho.
Membros do PT e do PSOL pretendem apresentar um texto substitutivo ao relatório de Salles, que deve mirar político de esquerdas em seu documento. Ambos os textos serão submetidos à votação, mas dependerão da iniciativa do bolsonarista Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-ES), que preside a CPI.
A ideia da oposição era apresentar o relatório final nesta terça, mas o grupo pretende manter os trabalhos até a próxima semana e fazer diligências na região sul da Bahia.
Stédile já chegou ao Congresso Nacional para prestar depoimento. Ele foi acompanhado por lideranças religiosas de todo país. Veja:
O dirigente nacional do MST, João Pedro Stedile, chega acompanhado de lideranças religiosas de todo o país para ser ouvido pela CPI do MST na Câmara dos Deputados nessa tarde.pic.twitter.com/VPjO1P0GT8
— Mídia NINJA (@MidiaNINJA) August 15, 2023